PLANTAS VENENOSAS
ABSINTO (Artemísia absinthium)
ARNICA (Arnica mantana)
CASTANHEIRO-DA-ÍNDIA (Aesculus hippocastanum)
CONFREI (Symphytum officinale)
CONVALÁRIA (Convallaria majalis)
DEDALEIRA (Digitalis purpúrea)
DORMIDEIRA (Ppaver samniferum)
DULCAMARA (Salanum dulcamara)
ERVA-DE-SANTA-BÁRBARA (Barbarea vulgaris)
ERVA-DE-SANTA-MARIA (Chenopodium ambrosiades)
ESTRAMÔNIO (Datura stramonium)
GUINÉ (Petiveria alliacea)
LÍRIO–AZUL (Íris versicolor)
MAMONEIRA (Ricinus communis)
MEIMENDRO–NEGRO (Hyosyamus niger)
PERVINCA-ROSA (Catharanthus roseus)
SABUGUEIRO (sabucus nigra)
Um outro exemplo, a ESPIRRADEIRA (Nerium oleander L.) – Eloendro, aloendro, loendro, olenadro – é muito venenosa em todas as suas partes. A fumaça feita com a queima de suas folhas e madeiras, se inalada, pode levar pessoas ao estado de inconsciência. A seiva grossa e leitosa, oriunda do corte da planta, queima os olhos e a boca.
A erva conhecida como ARREBENTA-CAVALO (Isotoma longiflora) não obstante o reconhecido uso em descarregos, devido a um princípio ativo tóxico, também tem função dupla. Várias são as espécies desse gênero, algumas possuem espinhos, as folhas são pontiagudas e costumam dar belas flores brancas. Outras dão frutos avermelhados, as folhas e os caules são espinhosos. Essa característica dúbia possibilita que a usemos inclusive nos envultamentos de mvumbi.
Devo lembrar que não obstante as propriedades aparentemente negativas, ritualisticamente várias delas são muito bem aproveitadas e cumprem de forma magnífica os propósitos litúrgicos para os quais forem cuidadosamente separadas e destinadas.
Assim, seja para maiunga, sakulupemba, nsalo, dexisa, ou mesmo kúfua, de cada uma poder-se-á aproveitar ao máximo as ações geradas por suas dualidades naturais.
Fontes: Segredos e Virtudes das Plantas Medicinais – Seleções Reader’s Digest
Manual de Identificação e Controle de Plantas Daninhas – Harri Lorenzi. Editora Plantarum Ltda
(*) Espedito Azevedo é filósofo, especialista em Administração Legislativa e Gerenciamento de Projetos. Iniciado por Jiboin d’Nzambi é hoje Tata Kisaba do Terreiro Tumbalê Junçara, dirigido por Tata Talamonakô.
