
Entre os quiocos (ou Chokwe, povos do Zaire e de Angola), dançarinos mascarados apresentam-se nas aldeias durante o período de iniciação, quando os meninos recém-circuncidados são isolados do convívio para receber seu novo aprendizado.
Os dançarinos usam a máscara Mwana Pwo, termo que significa “mulher jovem”. Ela representa um ancestral feminino que morreu cedo, e, assim, é uma lembrança do tema “morte”, o qual é parte da experiência da iniciação, de morte e renascimento.
A forma é a do rosto de uma pessoa morta, com as órbitas dos olhos encovadas e expressão desolada. As “lágrimas” entalhadas abaixo dos olhos expressam a dolorosa experiência da perda pela morte.
Pwo também representa valores femininos: durante sua apresentação, o bailarino mascarado dança com muita graça e ensina boas maneiras aos espectadores.
O poder e a elegância da dança são para trazer fertilidade às mulheres da aldeia.
Os dentes alinhados e as escarificações decorativas da máscara reproduzem a aparência de uma jovem iniciada.
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(*) Elizabeth B.Azevedo é graduada em Ciências Econômicas e pós-graduada em Matemática Financeira. Iniciada no candomblé em 1986, filha de Danguesu, neta de Saralandu, bisneta de Kianvulu e atualmente filha do Tumbalê Junçara-BA.
(**) Jaqueline Freitas é jornalista, professora e pesquisadora autônoma, graduada em Comunicação Social e pós-graduada em Educação,com especialização em Docência do Ensino Superior. Iniciada no candomblé por Tata Talissa, raiz Tumba Junçara, em 1997, confirmada por Lemba como sua primeira Makota.
