Traduzido com o auxilio do tradutor web – Altavista. Revisado e ajustado para melhor compreensão do texto, por KOTA MUTARERÊ
Na rota 188, nós em Landana ficamos sabendo da destruição do correio que servia da Etiópia a Luango, há sessenta ou setenta milhas distante, umas duas horas depois do ocorrido em Luango, pela mensagem do tambor cilíndrico.
Este cilindro maravilhoso é chamado NKONKO, e tem a forma de um tronco de madeira de uns seis pés aproximadamente. Esse tronco é arredondado, sendo que a parte superior do cilindro é deixada ao natural, para esculpir e enfeitar. Nesta parte (bem no topo do cilindro) um corte fino e longo é feito. Esta incisão tem aproximadamente duas polegadas de profundidade e a uns três dedos de largura no meio, estreitando-se em cada extremidade para dois dedos de largura. A incisão continua para dentro e com o auxilio de um formão, o cilindro se torna ôco.
Com um cilindro bem feito, um bom tocador com suas baquetas (varetas de tocar) pode dizer qualquer coisa que ele queira em seu dialeto. A linguagem do cilindro não se limita à algumas sentenças mas, com um bom tocador e um bom ouvinte (aquele que sabe interpretar a linguagem do tambor), é fácil entender a mensagem.
A – é soado batendo a linha da fenda à sua esquerda, perto a essa extremidade do cilindro.
E – golpeando a linha da fenda em ambos os lados do cilindro entre as letras A e I.
I – o som da letra I (ee) é dado forma pelo operador que golpeia o lado do cilindro o mais próximo a ele, apenas no centro do cilindro, na linha da fenda.
O – batendo na linha da fenda à direita do I
U – o som da letra U é obtido batendo na barriga do cilindro em ambos os lados ao mesmo tempo, para que o som saia numa e noutra extremidade da fenda.
As outras letras são formadas na combinação dos sons das vogais golpeando a linha com uma segunda vara do cilindro com mais ou menos ênfase conforme a necessidade.
A chamada para a batalha: In yako-in yako-i zi fula i me yela. Aqui (nós estamos alertas)-(prontos) para matar ou morrer.Para chamar os homens que estão no campo para a cidade: Beno boso nu duka Atenção ! todos (se reúnam) no lugar de sempre (na cidade) .
E quando o nativo ouve que um inimigo está se aproximando, recomenda para virem bem preparados para o combate: – Nu ba intu for bantu.
TAMBOR DE SINAL ou Cilindro de Luba
Os textos abaixo estão no site “Africamuseum”

Origem : Republica Democrática do Congo Adquirido: M. Lemaire in 1961 (R.G. 61.14.1) Material : madeira – Albizia zygia (DC.) J.F. Macbr
Figura representando o tambor de sinal, cilindro de Luba ou cilindro de fenda, na forma de duas figuras antropomórficos e motivos geométricos.
Um cilindro de fenda ou TAMBOR DE SINAL é tocado para emitir mensagens de comunicação para toda a vila.
Este tipo é encontrado principalmente na região do Sul das Bacias do Congo e é um tipo-instrumento do povo LUBA de Katanga.
TAMBOR CILINDRICO DE FENDA da linha zoomórfica

Este tambor é esculpido em um único tronco de árvore. Duas paredes de espessura diferente produzem sons diferentes. Este instrumento de percussão é tocado com duas varas grossas de madeira dura. Quanto maior a caixa cilíndrica, mais repercute um som alto.
As línguas Bantas são línguas do tom. O tocador pode traduzir palavras faladas e mesmo sentenças inteiras em ritmos de percussão. O tambor cilíndrico de fenda ou “tambor falante” é realmente um meio de comunicação eficaz, uma voz que comunica mensagens entre as vilas de uma comunidade, podendo estender-se e informar a longas distancias.
Como é de propriedade exclusiva dos chefes ou dos reis, estes objetos são símbolos de status social e de poder político.
O modelo acima é chapado na forma de um antílope estilizado. Os antílopes são habitantes típicos das savanas Congolesas e frequentemente caracterizado nos mitos e lendas como animais surpreendentemente inteligentes.
TUSAKIRICA UA NGOLA MBUTU!
