Logo após o matrimonio, porém, os cunhados se inimizaram, por haver Ilunga Umbilí tentado impor a Kongolo uma nova etiqueta de corte e um novo comportamento de rei. A briga fez com que Ilunga Umbilí retornasse a pátria. Mas deixou prenhas Bulanda e Mabela. Da primeira nasceria Kalala Ilunga, o grande guerreiro.
De inicio, Kongolo usou o sobrinho como chefe militar, para ajudá-lo a submeter as gentes que viviam ao sul do reino. Mas depois, tomado de inveja ou de suspeita, tentou assassiná-lo. Kalala Ilunga fugiu para a terra de seu pai, de onde regressaria com um foperte exército, para inflingir derrota a Kongolo. Morto, este se deifica, faz-se o sr das chuvas e assume a forma de grande cobra vermelha, que manifesta-se no arco-íris. Cobra e arco-íris serão o símbolo da realeza entre os Lubas. Ao período de Kongolo dá-se o nome de primeiro império Luba. Com Kalala começa o segundo.
A idéia de força por trás da monarquia Luba era o conceito de bulópue. Bulópue era uma qualidade sagrada, que residia no sangue dos descendentes da Kalala Ilunga e também de Kongolo, e lhes dava o direito de governar. Essa virtude especial transmitia-se pela linhagem masculina, estava restrita aos homens, e quem a possuísse devia ser chefe, ainda que subalterno.
O rei era conseqüentemente, um vidie, um espírito da natureza, um ser sagrado, capaz, pela força de seu bulópue, de proteger o país contra o mal, de favorecer a fertilidade das terras, dos animais e das mulheres, de regular as chuvas e de propriciar o êxito da caça. Tudo dele emanava. Tanto assim que, ao ser investido, prendia um novo fogo, e deste fogo todos os súditos vinham tomar, para acender os de suas próprias casas. Como outros reis sagrados, o soberano Luba não comia nem bebia em público, a fim de não expor sua condição humana.
